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Sargento baleado na cabeça por bandido tem morte cerebral confirmada em BH; PMMG divulga nota de pesar

A morte cerebral do 3º Sargento Roger Dias da Cunha, da Polícia Militar de Minas Gerais, foi confirmada no início da noite deste domingo, 07 de janeiro de 2024. O policial foi vítima de um ataque brutal na última sexta-feira, 05 de janeiro de 2024, quando foi alvejado na cabeça por Welbert de Souza Fagundes, um jovem que estava foragido após ser beneficiado pela ‘saidinha de Natal e Ano Novo’.

O estado de saúde do sargento Dias já era considerado ‘irreversível’, e durante todo o domingo, ele passou por uma série de exames para confirmar a morte encefálica. Os procedimentos incluíram exames clínicos e de fluxo sanguíneo.

A notícia da trágica perda foi comunicada pela Polícia Militar de Minas Gerais, que expressou profundo pesar pela morte do sargento. Em sua mensagem, a corporação lamentou o falecimento do policial e prestou condolências aos familiares e amigos, destacando a dor vivenciada por todos os colegas de farda.

O ataque que resultou na morte do sargento gerou uma onda de indignação, destacando a polêmica em torno da ‘saidinha de Natal’, um programa que concede temporariamente a liberdade a detentos. Welbert de Souza Fagundes, o suspeito do crime, estava cumprindo esse benefício quando atacou o sargento Roger Dias da Cunha.

Welbert, de 26 anos, é apontado como o responsável pelos disparos que atingiram fatalmente o policial. O criminoso possui um extenso histórico criminal, com 18 boletins de ocorrência registrados por crimes como roubo, ameaça e tráfico de drogas.

O Ministério Público se opôs à concessão da ‘saidinha’ a Welbert, citando seu histórico criminal, mas a juíza Bárbara Isadora Santos Sebe Nardy, da Vara de Execuções Penais de Ribeirão das Neves, concedeu o benefício com base no atestado de conduta carcerária.

Neste domingo, durante audiência de custódia no Fórum Lafayette, Welbert de Souza Fagundes e outro suspeito, Geovanni Faria de Carvalho, de 34 anos, tiveram a prisão em flagrante convertida para preventiva. O caso continua a suscitar debates sobre a segurança pública e a aplicação de benefícios a detentos com histórico criminoso.

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