
Após a repercussão da ocorrência envolvendo uma mãe e a direção da Escola Estadual Doutor Raul Soares, em Itabirito, a mulher entrou em contato com a reportagem para apresentar sua versão dos fatos.
Segundo ela, em junho deste ano, foi convocada para conversar sobre dificuldades de aprendizagem e comportamento do filho, de 10 anos. Ela afirma que dialogou com a equipe pedagógica, orientou a criança e acreditava que a situação estava solucionada.
Dias depois, porém, a mãe relata que o filho contou que uma professora substituta teria dado um tapa em seu rosto e o retirado da sala de aula na frente dos colegas. Ao procurar a direção da escola, afirma que encontrou resistência e que a versão apresentada pela criança não foi considerada.
De acordo com o relato, a direção informou que as imagens das câmeras de segurança somente poderiam ser disponibilizadas mediante determinação judicial. A mãe também afirma ter ouvido que o filho estaria mentindo e que seu comportamento seria consequência de questões familiares, como o fato de não conviver com o pai e ser filho único. Segundo ela, essas declarações foram desrespeitosas.
Segundo a mãe, o estudante retornou recentemente às atividades escolares. Na última quinta-feira, ela foi até a Escola Estadual Doutor Raul Soares para buscar uma declaração destinada ao psicólogo que acompanha o filho. Ao chegar à unidade, afirma que o menino não estava presente na sala durante a conversa.
Ainda conforme seu relato, ela foi conduzida à sala da direção, onde estavam o diretor, a vice-diretora e uma professora. Segundo a mãe, os profissionais passaram a fazer críticas ao comportamento da criança. Inconformada, ela afirmou que a situação não fazia sentido e decidiu encerrar a conversa, levantando-se para ir embora.
A mulher relata que, nesse momento, a vice-diretora teria feito uma expressão de deboche e afirmado que havia vagas em outras escolas, mas que nenhuma instituição queria aceitar seu filho. Ela diz ter considerado a fala ofensiva e discriminatória.
Segundo sua versão, ao tentar deixar a sala, houve um desentendimento. Ela afirma que o diretor elevou o tom de voz e caminhou em sua direção. A mãe diz que respondeu verbalmente e o desafiou a colocar as mãos nela, sendo que outras pessoas presentes impediram que a situação se agravasse.
A mulher também esclarece que a Guarda Civil Municipal ainda não estava na escola durante o desentendimento e que os agentes foram acionados posteriormente. Ela afirma que compareceu espontaneamente após a Guarda ir até sua residência e elogiou a atuação dos agentes, destacando que foi tratada com educação e respeito.
Esta reportagem reproduz a versão apresentada pela mãe envolvida na ocorrência. A direção da Escola Estadual Doutor Raul Soares e os demais citados permanecem com espaço aberto para apresentar seus esclarecimentos, em respeito ao princípio do contraditório e da ampla informação.















