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Jovem encontrada morta em Itabirito foi agredida antes de sofrer esganadura, aponta investigação da PC

Na manhã desta segunda-feira (27), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que a jovem Monique Ferreira Costa, de 21 anos, foi morta em seu apartamento em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A causa da morte, segundo as indicações da PCMG, foi esganadura.

No último sábado (25), o engenheiro Luis Gustavo Lopes Silva, de 27 anos, foi preso em flagrante pela PCMG pelo crime de fraude processual. O suspeito foi detido no apartamento de sua namorada, Monique, que havia sido encontrada morta debaixo do Viaduto Vila Rica, entre Itabirito e Ouro Preto, envolta em plástico bolha e um cobertor, no dia 17 deste mês.

Segundo informações do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o homem foi até o apartamento da namorada com o intuito de retirar objetos que possivelmente estariam relacionados ao crime. Para isso, ele estava acompanhado por um amigo, um chaveiro e um motorista de caminhão, contratado para fazer o transporte dos objetos, especialmente a cama e o colchão da vítima. Após denúncia de que o suspeito estaria no imóvel, a PCMG, com apoio da Polícia Militar, foi até o local e prendeu o investigado.

Letícia Gamboge, chefe do DHPP, ressalta a importância da rápida atuação dos policiais da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD), unidade responsável pelo inquérito policial, tendo em vista as evidências de que o suspeito pretendia deixar Belo Horizonte. “No seu veículo foram encontradas duas malas com roupas e ele próprio declarou que intencionava ir para São Paulo”, relata a delegada.

De acordo com as investigações, a vítima foi morta por estrangulamento na noite do dia 13 de fevereiro deste ano, dentro do apartamento em que a jovem morava, localizado no bairro Jardim Industrial, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. A PCMG representou pela conversão da prisão do suspeito em preventiva, pelo crime de feminicídio.

Desaparecimento

No dia 15 de fevereiro, a mãe de uma jovem registrou o desaparecimento da filha na Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD), e apontou o namorado como principal suspeito.

A polícia iniciou as investigações e descobriu que a vítima foi vista pela última vez na feira do Palmital, em Santa Luzia, onde trabalhava com a mãe. Análises de câmeras de segurança indicaram que ela teria ido para casa, em Contagem, após o trabalho.

A última informação da jovem foi uma mensagem de Whatsapp, na qual desmarcou uma festa com uma amiga e afirmou que estava indo para a delegacia porque algo havia acontecido.

O delegado Alexandre Oliveira, que lidera a investigação, relatou que o suspeito afirmou que a namorada teria sido sequestrada por causa de uma dívida com um agiota.

No entanto, a polícia encontrou marcas de agressão no corpo do suspeito e imagens de câmeras de segurança mostraram que ele saiu do apartamento da vítima por volta das 3h da manhã, em vez de às 23h, como afirmou.

A jovem teria sido agredida antes de ser estrangulada, o que deixou vestígios de sangue no colchão. O suspeito teria voltado ao apartamento para retirar o colchão, mas deixou vestígios de sangue nas bordas.

Uma das linhas de investigação aponta que a motivação do crime pode estar relacionada a dívidas do suspeito com um agiota e a um possível desgaste no relacionamento. As investigações continuam.

Caso Monique:

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