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Rota Imperial, de Ouro Preto a Vitória, será sinalizada a partir de fevereiro

Na última sexta-feira, 12 de janeiro de 2024, a Rota Imperial São Pedro D’Alcântara, que liga Ouro Preto (MG) a Vitória (ES), abrangendo 14 municípios capixabas e 16 em Minas, deu o primeiro passo rumo à concretização do lado mineiro. Um evento simbólico na cidade de Ponte Nova, na Zona da Mata, contou com a presença do secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira. Na ocasião, Oliveira descerrou a placa de lançamento da sinalização da nova rota, que alguns historiadores consideram erroneamente como um braço da Estrada Real.

Criada como uma alternativa portuária à famosa Estrada Real, a Rota Imperial completa 208 anos, marcando uma jornada distinta nos dois estados. Enquanto no Espírito Santo a rota já foi oficialmente criada e sinalizada pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em Minas Gerais, o percurso alternativo para o escoamento de ouro caiu no esquecimento.

O presidente do Circuito Turístico Montanhas e Fé, Marcos Cardoso Jr., explicou que o primeiro passo é a sinalização turística, totalmente custeada pelo circuito. Sete municípios que fazem parte do circuito e outros localizados em áreas rurais receberão 400 placas de sinalização, mapeando simbolicamente a região. O segundo passo será o lançamento do documentário “Pelos Caminhos da Rota Imperial”, em maio, com a participação do ciclista Edu Cara de Barro.

O projeto da Rota Imperial foi iniciado há sete anos, quando Cardoso Jr. descobriu um documento antigo no arquivo da Secretaria de Cultura, Meio Ambiente e Turismo de Jequeri que citava a rota. Em maio de 2021, iniciaram a primeira expedição de carro pela rota, num trajeto de 575 km, durante três dias, saindo de Ouro Preto com destino a Vitória, onde está o marco zero, no Palácio Anchieta.

No ano passado, um projeto de lei foi enviado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, reconhecendo a Rota Imperial como bem de importância turística e cultural do Estado. A nova rota, além de sua importância histórica, visa estimular o desenvolvimento econômico nos municípios que atravessa.

Diferente da Estrada Real, que se tornou um projeto de marketing turístico, a Rota Imperial se baseia na fidelidade histórica. O percurso, ideal para ser percorrido em veículo 4×4, bike, moto ou a cavalo, oferece cachoeiras, paisagens intocadas, cidades e vivendas com produtos típicos, antigas estações de trem e os trilhos da estrada de ferro Leopoldina desativada.

Além do aspecto turístico, a Rota Imperial será um elo para a preservação da história e cultura, gerando emprego e renda nos municípios envolvidos. O projeto foi desenvolvido em parceria com o Sebrae, que trabalhou a oferta e o inventário turístico.

A rota passa por 16 municípios em Minas Gerais e 14 no Espírito Santo, prometendo não apenas um passeio histórico, mas uma imersão na história, cultura e belezas naturais dessas regiões. As informações são de O Tempo.

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