Trump cobra Brasil por combate ao PCC e CV; segurança pública ganha dimensão internacional
Segurança pública, que já estava entre os principais temas do debate eleitoral, ganha agora pressão internacional.

O governo de Donald Trump acusou o Brasil de não ter enfrentado de forma suficiente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) e cobrou do governo brasileiro medidas mais firmes contra as organizações criminosas.
A crítica consta de um documento anual enviado pela Casa Branca ao Congresso dos Estados Unidos. O texto afirma que as duas facções transformaram o Brasil em um centro para o fluxo global de cocaína e representam uma ameaça crescente à segurança internacional. (A Gazeta)
Apesar da cobrança, o Brasil não foi incluído na lista americana de 23 países considerados grandes produtores ou importantes rotas do narcotráfico. Também não aparece entre os quatro países classificados pelo governo americano como aqueles que não fizeram esforços suficientes para cumprir compromissos antidrogas. (A Gazeta)
O governo brasileiro contesta a avaliação e afirma que mantém ações de combate ao crime organizado, citando, entre outras medidas, a Lei Antifacção e investimentos anunciados de R$ 11 bilhões. O Ministério da Justiça também afirmou que a crítica americana não corresponde à classificação formal de descumprimento prevista na legislação dos EUA. (Folha de S.Paulo)
A cobrança acontece em um momento em que segurança pública já ocupava espaço central no debate político brasileiro. Durante debates, entrevistas e sabatinas, o tema apareceu entre os assuntos mais abordados pelos candidatos, ficando atrás apenas da corrupção.
Agora, a discussão sobre PCC, CV, tráfico internacional e combate ao crime organizado ultrapassa o debate eleitoral brasileiro e entra também na agenda das relações entre Brasil e Estados Unidos.
















