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Governador Romeu Zema propõe duplicação e plano de concessão da BR-356

O governador Romeu Zema (Novo) anunciou nesta segunda-feira (25), em Mariana, a abertura de uma consulta pública para a concessão da BR-356 ao setor privado. Parte das obras de duplicação da rodovia contará com recursos provenientes do acordo de reparação firmado após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015.

O investimento total no projeto está estimado em R$ 5 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões virão do governo de Minas e o restante será aportado pela futura concessionária. A licitação e assinatura do contrato estão previstas para 2025.

“A BR-356 é uma estrada que vai mudar por completo toda essa região, que passará a ter um desenvolvimento muito maior”, afirmou Zema durante o evento. Ele ressaltou que as melhorias visam atrair investidores, solucionar problemas de acesso e aumentar a segurança e o conforto na rodovia.

O projeto abrange a duplicação de 67 km da BR-356, além de melhorias em trechos das MG-262 e MG-329, totalizando 187,3 km de intervenções. Entre as obras previstas estão:

  • Implantação de 39 km de faixas adicionais;
  • Construção e readequação de 64 km de acostamentos;
  • Construção de contornos viários, passarelas e acessos;
  • Correção de curvas críticas.

Além disso, a concessão prevê serviços de manutenção e suporte aos usuários, incluindo atendimento médico de emergência, guinchos leves e pesados, e apreensão de animais na pista. A rodovia atravessa 11 municípios: Itabirito, Ouro Preto, Mariana, Acaiaca, Barra Longa, Ponte Nova, Nova Lima, Rio Acima, Urucânia, Piedade de Ponte Nova e Rio Casca.

O modelo de concessão será semelhante ao utilizado no Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte, integrando recursos de acordos de reparação.

Dos R$ 5 bilhões destinados à primeira fase da duplicação da BR-356, cerca de R$ 3,072 bilhões são oriundos do acordo de Mariana, que destina R$ 4,3 bilhões para projetos de mobilidade em Minas Gerais e no Espírito Santo.

O governo mineiro priorizou a BR-356 no uso desses recursos, dado que a rodovia corta o epicentro da tragédia de Mariana e municípios diretamente atingidos.

O rompimento da barragem de Fundão, de propriedade da Samarco (joint venture da Vale e BHP Billiton), em 2015, causou 19 mortes, destruiu comunidades inteiras e contaminou a bacia do Rio Doce.

O acordo de reparação, firmado entre as mineradoras, os Estados e a União, totaliza cerca de R$ 170 bilhões, sendo R$ 132 bilhões em novos recursos e R$ 38 bilhões em medidas já implementadas.

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