
Brasileiros que atuam como mercenários na guerra entre Ucrânia e Rússia afirmam que o jovem Isac Mateus Braga, de 28 anos, morador do bairro Padre Adelmo, em Itabirito, morreu durante um ataque das forças russas no conflito armado. Até o momento, no entanto, não há confirmação oficial por parte de autoridades brasileiras, e o nome do itabiritense ainda consta como desaparecido nos registros do Itamaraty, segundo divulgado pela família.
Isac deixou o Brasil no início de novembro para atuar como voluntário na guerra. De acordo com relatos de brasileiros que estiveram com ele no front, o jovem teria morrido após ser atingido por um tiro, poucos dias depois de iniciar as atividades em combate. As primeiras informações sobre o óbito chegaram no fim de 2025.
“Ele faleceu. Digo isso com 100% de certeza. Eu estava com ele e ainda guardo um presente que ele me deu”, afirmou um dos brasileiros que também atua na guerra da Ucrânia.
Outro combatente relatou que Isac fazia parte da mesma unidade e teve pouco tempo de treinamento antes de ser enviado para a linha de frente. “Ele era da minha unidade, mas quando chegou eu estava em missão e não o conheci. Ele teve oito dias de treino e foi mandado para o ‘moedor de carne’. E não foi drone que matou. Foi tiro. Infelizmente, ele morreu na primeira semana”, declarou.
O termo “moedor de carne” é utilizado para descrever a estratégia atribuída às forças russas de enviar sucessivas ondas de soldados para desgastar as tropas ucranianas, em táticas consideradas brutais por analistas militares.
Questionado sobre a recuperação do corpo, um dos brasileiros afirmou que isso não foi possível. “Não existe corpo. Raramente existe. Semana passada fizemos uma missão para recuperar o corpo dele, mas o carro explodiu em uma mina. Vários ficaram feridos e foram levados para o hospital”, relatou.
As minas terrestres são apontadas como um dos principais componentes da linha defensiva russa. Especialistas indicam que a Ucrânia se tornou um dos países mais minados do mundo, com o uso de explosivos em larga escala, incluindo alguns tipos proibidos por tratados internacionais.
Apesar dos relatos, a família de Isac informou que, oficialmente, o jovem segue classificado como desaparecido. Nenhuma instituição brasileira confirmou a morte, nem há informações oficiais de fontes institucionais sobre o ocorrido.
Segundo fontes extraoficiais, Isac teria morrido junto com outros mercenários colombianos. A família aguarda novos esclarecimentos das autoridades competentes.
A equipe de jornalismo do Sou Notícia lamenta o ocorrido e manifesta sua solidariedade à família de Isac neste momento de dor. O Sou Notícia pauta sua atuação pelo compromisso com a verdade e pela apuração responsável dos fatos, jamais por ilações.
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