
O vereador Anderson do Sou Notícia (PL) voltou a manifestar indignação com a possibilidade de implantação de pedágio na BR-356 antes da duplicação da rodovia. O parlamentar afirmou que a cobrança só deve ser aceita após a realização de obras estruturais que garantam mais segurança aos motoristas.
Segundo Anderson, medidas pontuais, como a promessa de instalação de área de escape na Serra da Santa, em Itabirito, não resolvem os problemas históricos da estrada. “Colocar a área de escape é para tapear bobo. Só vamos aceitar a colocação de pedágio depois da duplicação. Sou o único que tem se preocupado em chamar a atenção sobre isso. Precisamos levantar essa bandeira”, declarou.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o vereador afirmou estar acompanhando de perto a situação da BR-356 e criticou a prioridade dada à fiscalização e à cobrança. “Eu estou vigiando a BR-356. Aqui eles querem colocar um radar para multar as pessoas, vídeo monitoramento e, além disso, querem colocar pedágio. Como que eu vou colocar um pedágio num lugar desse aqui?”, questionou.
Anderson também citou trechos críticos da rodovia, como a região de Maracujá e Amarantina, onde moradores pedem redutores de velocidade para evitar acidentes. “Quer colocar os pedágios? Duplique isso aqui primeiro para trazer segurança para os caminhoneiros e para quem transita aqui durante o dia. Eu tô na cola, e o bambu vai gemer”, completou.
A posição do vereador foi reforçada por um empresário do setor de transporte, proprietário de carretas, que concedeu entrevista ao Sou Notícia. Para ele, a cobrança sem obras estruturais repete erros vistos em outras rodovias. “Se você não pegar essa bandeira aí, vai ser igual às estradas lá de Capitólio, aquela BR-262 que vai até Campos Altos, rodando há uns cinco anos e nada de duplicação, nada de terceira faixa”, afirmou.
O empresário também criticou soluções paliativas. “Vem com esse lero-lero de caixa de contenção para o caminhão perder freio na Serra da Santa e vai fazer uma terceira faixa sei lá onde. Não adianta porra nenhuma, não. Pode brigar aí: pagar pedágio só depois que duplicar”, concluiu.
















