Médico preso em BH por suspeita de abuso sexual atendia em Itabirito até novembro de 2025, informa Hospital São Vicente de Paulo

Após a divulgação de reportagem do Sou Notícia sobre a prisão do médico Eliphas Levi Assumpção Egg Gomes, de 32 anos, suspeito de abuso sexual em Belo Horizonte, o Hospital São Vicente de Paulo informou que o profissional integrou o corpo clínico da unidade em Itabirito até novembro de 2025.
O médico é investigado por suspeita de abusar de uma jovem de 18 anos durante atendimento em uma clínica no bairro Santa Efigênia, na Região Leste de Belo Horizonte. O caso foi inicialmente divulgado pela Rádio Itatiaia.
O Sou Notícia constatou que o nome do profissional ainda aparece no site do Hospital São Camilo como integrante do corpo clínico na especialidade de pediatria. Em contato com a reportagem, o hospital informou que o último plantão do médico ocorreu na semana final de novembro de 2025 e que ele foi dispensado por questões administrativas, sem detalhar o motivo.
Segundo relato da vítima, ela procurou atendimento para realizar um ultrassom abdominal, mas o médico teria indicado a necessidade de um exame endovaginal. Ainda de acordo com o depoimento, o abuso teria começado durante o segundo procedimento, quando o profissional teria introduzido a mão em suas partes íntimas e tentado penetrá-la.
A jovem afirmou que conseguiu sair correndo do consultório e pediu ajuda a uma amiga, que acionou a Polícia Militar. Os militares foram até a clínica e prenderam o médico em flagrante. Ele foi encaminhado à delegacia de plantão especializada no atendimento à mulher, no Barro Preto, onde a prisão foi ratificada.
Em entrevista à Itatiaia, o advogado de defesa negou que tenha ocorrido abuso sexual. Segundo ele, o médico realizou os exames necessários e permaneceu na clínica aguardando a chegada da polícia. A defesa afirmou ainda que buscará o relaxamento da prisão durante a audiência de custódia.
A mãe da vítima manifestou indignação e disse esperar que o suspeito permaneça preso para evitar novas vítimas. Ela ressaltou a confiança depositada em profissionais de saúde e o impacto emocional causado pelo ocorrido.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes.
















