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Médico que atuou no hospital de Itabirito é indiciado pela Polícia Civil por suspeita de estuprar pacientes em BH

Um médico que já trabalhou no Hospital São Vicente de Paulo, em Itabirito, foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais por crimes sexuais supostamente cometidos durante atendimento médico em Belo Horizonte. O caso envolve Eliphas Levi Assumpção Egg Gomes, de 31 anos, preso em flagrante após denúncia de uma jovem de 18 anos.

De acordo com a Polícia Civil, ele teria estuprado ao menos duas pacientes. As investigações apontam que outras mulheres podem ter sido vítimas do médico.

Segundo as investigações, o médico é suspeito de abusar da paciente durante atendimento em uma clínica no bairro Santa Efigênia, na Região Leste da capital. Ele foi indiciado pelos crimes de violação sexual mediante fraude e estupro, conforme informações divulgadas pelo jornal Estado de Minas e pelo portal g1 nesta sexta-feira (20).

Eliphas trabalhou no Hospital São Vicente de Paulo, em Itabirito, até meados de novembro de 2025, onde atuava como pediatra.

À polícia, a jovem relatou que procurou a clínica para realizar um exame de imagem devido a dores abdominais. Após o procedimento, o médico teria informado que seria necessário um ultrassom intravaginal e que o realizaria manualmente, sem equipamentos, “para ver se achava alguma coisa errada”.

Durante coletiva de imprensa, a delegada Larissa Mascotte afirmou que, no suposto procedimento, o médico teria introduzido os dedos nas partes íntimas da paciente sem o uso de luvas e sem explicação prévia.

De acordo com a denúncia, o suspeito também teria exposto o próprio órgão genital, segurado a vítima com força pela cintura, virado-a de costas e colocado o corpo sobre o dela.

“Durante as investigações, o relato da vítima se demonstrou firme e coerente, sendo corroborado por outros elementos de prova, como o depoimento de testemunhas”, afirmou a delegada.

Funcionários da clínica informaram à polícia que o médico não comunicou a realização de exame complementar, prática considerada obrigatória para registro e cobrança no sistema da unidade.

“Quando há necessidade de um exame complementar, o médico deve comunicar a secretaria para registro. Isso não foi feito”, explicou Mascotte.

Outro ponto destacado no inquérito é a ausência de imagens ou registros do suposto exame transvaginal no sistema da clínica, o que, segundo a delegada, fragiliza a versão apresentada pelo investigado.

A Polícia Civil segue apurando o caso e solicita que possíveis vítimas procurem as autoridades para formalizar denúncia.

O caso segue sob investigação.

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