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Tragédia na Zona da Mata: temporal deixa 68 mortos e milhares de desalojados

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) atualizou, na manhã desta sexta-feira (27), o número de vítimas da tragédia provocada pelo temporal que atingiu Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira. Cinco corpos foram resgatados durante a madrugada, elevando para 62 o total de mortes confirmadas em Juiz de Fora. Somados aos seis óbitos registrados em Ubá, cidade localizada a cerca de 110 km, o desastre já deixou ao menos 68 pessoas mortas em toda a região.

Segundo o Corpo de Bombeiros, cinco pessoas ainda seguem desaparecidas — três em Juiz de Fora e duas em Ubá. No quarto dia de operações, as equipes atuam em três frentes de trabalho: no bairro Paineiras, onde buscam um menino de 9 anos; no bairro JK (Comunidade Parque Burnier); e na região do Linhares.

O número de pessoas que precisaram deixar suas casas na Zona da Mata ultrapassa 5,5 mil. São cerca de 3.500 desalojados em Juiz de Fora, 1.200 em Ubá e 810 em Matias Barbosa. Parte das evacuações foi realizada de forma preventiva devido ao risco geológico. Com o solo encharcado e a previsão de mais chuva, permanece elevado o risco de novos deslizamentos.

Este mês já é considerado o mais chuvoso da história de Juiz de Fora desde o início das medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em 1961. Até a manhã de quinta-feira (26), foram registrados 743,4 milímetros de chuva na cidade. Apenas entre quarta-feira (25) e a manhã de quinta, o acumulado foi de 138 mm. O volume total do mês corresponde a 4,3 vezes a média histórica de fevereiro, que é de 170 mm.

O Inmet emitiu alerta vermelho para a Zona da Mata, classificado como de “grande perigo”, o nível mais severo do órgão. O aviso é válido até o fim desta sexta-feira (27) e indica possibilidade de chuva superior a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia.

De acordo com o instituto, há alto risco de alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas, especialmente em áreas vulneráveis. O órgão orienta que a população desligue aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, observe sinais de movimentação em encostas, permaneça em local seguro e, em caso de inundação, proteja pertences com sacos plásticos. Em situações de emergência, a recomendação é acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).

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