Israel afirma morte de líder supremo do Irã em ataque; Teerã nega e fala em “guerra psicológica”

Autoridades israelenses informaram ao governo dos Estados Unidos que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, teria sido morto neste sábado (28) em um ataque israelense realizado como parte de uma operação militar conjunta entre EUA e Israel contra o país persa. As informações foram divulgadas pela agência Reuters e pelo site Axios, com base em fontes oficiais israelenses.
Segundo uma autoridade israelense ouvida pela Axios, a morte de Khamenei foi confirmada por serviços de inteligência de Israel. Já a Reuters relatou que o corpo do líder iraniano teria sido encontrado, conforme afirmou um alto funcionário israelense.
O governo iraniano, no entanto, contesta a versão. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, declarou à ABC News que Khamenei está “são e salvo”. Ele acrescentou que o sistema governamental do país segue em funcionamento normal.
A reação oficial iraniana incluiu acusações de guerra psicológica. O chefe de relações públicas do gabinete do líder supremo afirmou que “os inimigos do país” estariam promovendo desinformação: “O inimigo está recorrendo à guerra psicológica, todos devem estar atentos”.
Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou haver “sinais crescentes” de que o líder supremo do Irã “se foi”, após um ataque a um complexo em Teerã associado ao chefe máximo do regime iraniano.
Logo após os bombardeios, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Khamenei “está vivo, até onde eu saiba”, reforçando a divergência de versões.
Autoridades israelenses também alegam que o ministro da Defesa do Irã e o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) estariam entre os mortos, embora essas informações ainda não tenham confirmação independente.
















