
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu os suspeitos envolvidos em um homicídio consumado e uma tentativa de homicídio registrados no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime ocorreu na noite de 13 de março deste ano, dentro de uma espeteria da região.
Segundo as investigações, dois homens encapuzados entraram no estabelecimento e efetuaram diversos disparos contra um alvo previamente definido. Um homem, de 43 anos, morreu no local. A segunda vítima, de 41 anos, foi atingida nas pernas e sobreviveu.
As prisões preventivas foram cumpridas pela 3ª Delegacia de Polícia Civil em Nova Lima, após uma investigação que reconstruiu toda a dinâmica da execução. De acordo com a PCMG, os trabalhos permitiram identificar os executores, o homem responsável por atrair as vítimas para a emboscada e o suspeito apontado como mandante do crime.
Conforme o chefe do 3º Departamento da Polícia Civil em Vespasiano, delegado Helton Cota Lopes, a motivação do crime estaria ligada à disputa por território no tráfico de drogas da região.
“A investigação apontou que a vítima fatal havia migrado de outra cidade mineira para Nova Lima nos últimos anos e passou a disputar espaço no comércio ilegal de entorpecentes local, cenário que teria desencadeado conflitos com outros integrantes da estrutura criminosa investigada”, afirmou o delegado.
Responsável pelas apurações, o delegado Felipe Dias Falles Gomes Pinto explicou que a elucidação do caso foi possível após análise de imagens de segurança, levantamentos de campo e monitoramento dos investigados antes e depois do crime.
“Conseguimos reconstruir toda a dinâmica do crime. Identificamos os executores, o indivíduo responsável por atrair as vítimas para a emboscada e também o suspeito apontado como mandante da ação”, disse.
Segundo a investigação, um dos suspeitos levou as vítimas até a espeteria minutos antes da execução. Imagens analisadas pela polícia mostram que ele permaneceu inquieto enquanto aguardava a chegada dos atiradores. No momento dos disparos, os criminosos atiraram exclusivamente contra as vítimas e ignoraram o investigado que estava na mesma mesa.
Os policiais também identificaram o veículo utilizado na fuga. Câmeras de segurança registraram o automóvel circulando próximo ao estabelecimento antes do crime. Conforme a PCMG, o carro pertencia a uma empresa terceirizada ligada ao setor de mineração e estava sob posse do suspeito apontado como mandante, que utilizava uma oficina mecânica como atividade de fachada.
Durante o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, a Polícia Civil reuniu novos elementos considerados fundamentais para a consolidação da linha investigativa.
Inicialmente, três dos quatro investigados identificados haviam sido presos: o suspeito apontado como mandante, o homem responsável por atrair as vítimas para a emboscada e um dos executores dos disparos. O segundo atirador era considerado foragido.
No entanto, nesta quarta-feira (13), o último suspeito se apresentou na Delegacia de Polícia Civil, onde o mandado de prisão preventiva contra ele foi cumprido. As investigações continuam para aprofundar as conexões do grupo criminoso com o tráfico de drogas na Região Metropolitana de Belo Horizonte.















