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Pecuarista de Itabirito denuncia falta de vacinas para o rebanho e alerta para risco sanitário

O pecuarista Ednardo Assunção, do Via da Carne, em Itabirito, utilizou as redes sociais para fazer um alerta sobre a escassez de vacinas destinadas ao rebanho bovino. Em vídeo gravado durante o manejo dos animais, ele classificou a situação como grave e pediu atenção das autoridades para o problema enfrentado pelos produtores rurais.

Segundo Ednardo, a dificuldade para encontrar imunizantes contra doenças como botulismo, raiva e clostridioses tem preocupado os pecuaristas. Ele afirma que, além da falta do produto no mercado, os preços dispararam nos últimos meses.

“É um absurdo o que está acontecendo. Não tem vacina. Uma vacina que custava cerca de R$ 50 o tubo hoje está sendo vendida por R$ 450, quando é encontrada. Tem gente explorando porque não se acha o produto nem por R$ 500”, relatou.

O produtor comparou a importância da vacinação animal à imunização humana, destacando que a prevenção é fundamental para evitar perdas no campo. Durante a gravação, ele mostrou animais recém-vacinados e ressaltou o investimento necessário para criar um bezerro até a idade de comercialização.

“Olha o trabalho que a gente tem até a criação chegar nesse ponto. Uma vaca alimentando o bezerro durante mais de um ano. Não podemos correr o risco de perder os animais por falta de uma vacina básica”, afirmou.

Ednardo também cobrou providências do Ministério da Agricultura e dos órgãos responsáveis pela fiscalização e abastecimento do setor. Na avaliação dele, a saída de laboratórios e fabricantes do país estaria relacionada aos altos custos de produção e à carga tributária.

“Tomara que esse vídeo chegue às autoridades competentes para ver o que pode ser feito. A pecuária gera emprego, gera renda e está sendo abandonada. Não tem ninguém olhando por nós. Cadê a vacina?”, questionou.

A denúncia repercutiu entre produtores rurais e profissionais ligados ao agronegócio, que relatam preocupações semelhantes em diferentes regiões do país. Até o momento, não houve manifestação oficial dos órgãos citados pelo pecuarista sobre as alegações apresentadas no vídeo.

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