
Um coronel da reserva da Polícia Militar de Minas Gerais, de 59 anos, que já atuou no comando do policiamento na região de Itabirito e participou da criação do 52º Batalhão da PM, é investigado por suspeita de importunação sexual contra passageiras durante uma viagem de ônibus entre Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
O caso ocorreu na madrugada desta terça-feira (4), quando o coletivo passava por Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.
Segundo informações da Polícia Militar, uma das vítimas relatou que o passageiro, sentado atrás dela, passou a tocar repetidamente seu corpo com os pés e, posteriormente, tentou apalpá-la, chegando a tocar sua coxa sem consentimento. Ao ser confrontado, ele teria pedido desculpas, mas a mulher afirmou que os atos foram intencionais e pediu ajuda aos demais passageiros.
Testemunhas informaram que, ao longo da viagem, o suspeito teria trocado de assento diversas vezes, circulado pelo corredor do ônibus e permanecido próximo a outras mulheres, causando desconforto entre as passageiras.
Diante da situação, o motorista parou o veículo às margens da BR-040, em Juiz de Fora. Conforme a ocorrência, o homem desembarcou e tentou fugir a pé, mas foi localizado nas proximidades por passageiros e policiais militares. Ainda de acordo com o registro, ele resistiu à contenção antes da chegada da PM.
O militar da reserva negou as acusações e afirmou que eventual contato físico teria ocorrido de forma acidental em razão do espaço reduzido entre as poltronas. Ele é conhecido por sua atuação política nas redes sociais como defensor das pautas de esquerda.
A Polícia Militar informou que, por se tratar de crime comum, o suspeito foi conduzido à Delegacia da Polícia Civil, responsável pela investigação. O caso foi registrado como importunação sexual.
Vereador Anderson Martins defende rigor na apuração
O vereador Anderson Martins afirmou ter recebido a notícia com surpresa e defendeu uma investigação criteriosa por parte da Polícia Civil.
“Recebi essa notícia com muita surpresa. Toda pessoa investigada tem direito ao contraditório e à ampla defesa, e isso deve ser respeitado. Mas os fatos relatados são graves e precisam ser apurados com todo o rigor. A mulher merece respeito e nenhum tipo de constrangimento ou abuso pode ser tratado com naturalidade. A divulgação desses casos também é importante para que outras possíveis vítimas se sintam encorajadas a denunciar.”
O parlamentar lembrou ainda que é autor da Lei Municipal nº 3.677/2022, que instituiu em Itabirito o Programa de Combate à Importunação Sexual no Transporte Coletivo.
Segundo Anderson Martins, a legislação busca conscientizar a população, incentivar denúncias, orientar passageiros e trabalhadores do transporte coletivo e fortalecer ações de prevenção contra esse tipo de crime.
“Quando um caso como esse envolve alguém que ocupou um cargo de comando em uma instituição responsável pela segurança pública, a situação provoca uma reflexão ainda maior sobre a necessidade de respeito às mulheres e da responsabilização de quem eventualmente venha a praticar esse tipo de conduta, sempre respeitando o devido processo legal.”















