Ouro Preto: Vale encontra rachaduras na Barragem Forquilha III, que está em nível máximo de risco de rompimento

A Vale revelou nesta sexta-feira (13) que foram encontradas rachaduras na Barragem Forquilha III, localizada em Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais, durante uma inspeção rotineira. A estrutura, que já está classificada como nível 3 de emergência pela Agência Nacional de Mineração (ANM) – o maior nível de alerta possível –, está em processo de descaracterização desde 2019 e é monitorada de forma contínua.
Em nota, a mineradora informou que as trincas detectadas são superficiais e não comprometem a estabilidade da barragem. “As condições de estabilidade da estrutura seguem inalteradas”, afirmou a Vale, garantindo também que a Zona de Autossalvamento (ZAS) da área já havia sido evacuada previamente, sem a presença de comunidades no local.
“A Vale mantém seus compromissos de avançar na descaracterização da estrutura e de buscar a redução de seu nível de emergência. A Companhia mantém os órgãos públicos competentes informados e executa um plano de ação para investigação e correções, conforme necessário”, destacou a mineradora em comunicado.
Em março deste ano, a empresa já havia identificado uma irregularidade em um dos 131 drenos da barragem Forquilha III, cuja gravidade foi classificada com pontuação dez, a mais alta, pela própria Vale. O problema foi corrigido em abril, após a realização de intervenções que restabeleceram a função do dispositivo, conforme atestado pela ANM durante inspeção no local.
A situação da barragem tem sido motivo de preocupação para os comitês das bacias hidrográficas do Rio Paraopeba e do Rio das Velhas, que temem os impactos ambientais em caso de rompimento da estrutura. Esses rios desempenham papel crucial para o ecossistema de Minas Gerais e poderiam ser gravemente afetados.
Desde 2019, a Prefeitura de Itabirito já havia evacuado a Zona de Autossalvamento da Barragem Forquilha III, em função de seu estado de emergência. Além disso, um muro de contenção foi construído na região de São Gonçalo do Bação, em Itabirito, como medida preventiva para conter possíveis rompimentos de barragens do complexo, conforme avaliado por auditorias especializadas.
A ZAS é uma área de alto risco situada próxima a uma barragem, passível de ser inundada em caso de ruptura ou colapso da estrutura. A barragem segue sendo monitorada de forma permanente pela Defesa Civil.

















