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Museu da Inconfidência é reaberto em Ouro Preto após seis meses de obras

Após seis meses fechado para obras, o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, foi reaberto ao público nesta quarta-feira (30). O edifício histórico, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), passou por uma série de intervenções estruturais e de segurança. As melhorias incluíram a instalação de sistemas de prevenção e combate a incêndio e pânico, revisão completa das instalações elétricas, pintura das alvenarias e limpeza geral. As obras atendem às exigências do Corpo de Bombeiros para a emissão do Auto de Vistoria, documento necessário para o funcionamento seguro do espaço. Segundo o coordenador estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Marcelo Maffra, o objetivo das intervenções é garantir a segurança do público e a preservação do acervo. “O foco é evitar tragédias e assegurar a integridade desse patrimônio que é de todos os brasileiros”, afirmou.

“O Museu da Inconfidência é um equipamento cultural extremamente importante para contar não só a história da Inconfidência Mineira, mas a história de Minas Gerais e do Brasil. Nossa preocupação é preventiva: trabalhamos para que esses espaços estejam preparados para evitar desastres”, explica.

A cerimônia ocorreu na quarta-feira, dia 30, às 10h, na sede do museu, localizada na Praça Tiradentes, nº 139, no Centro Histórico da cidade.O museu passou por uma série de reformas que incluíram a execução do projeto de prevenção contra incêndio e pânico, a revisão das instalações elétricas, a pintura das alvenarias e a limpeza das cantarias. Essas intervenções foram fundamentais para garantir o pleno funcionamento do espaço, especialmente porque o projeto de combate a incêndio e pânico e a modernização das instalações elétricas são etapas exigidas para a obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).A pintura e a limpeza das cantarias, por sua vez, haviam sido realizadas há cerca de dez anos e já apresentavam sinais de desgaste, como desprendimentos no reboco, degradações e acúmulo de sujidades.

As obras contribuíram para a proteção da estrutura do edifício, valorizando o monumento e preservando sua memória. Além disso, garantiram a salvaguarda de um dos mais importantes acervos museológicos do país, assegurando o acesso seguro da população a esse patrimônio cultural brasileiro e mundial.A iniciativa foi viabilizada por meio da 3ª fase do “Programa Minas para Sempre”, via edital Semente. Os recursos aplicados são provenientes da reparação de danos a interesses coletivos, indicados pelo Centro de Apoio Operacional da Ordem Econômica e Tributária (Caoet/MPMG), com valores recuperados por meio da atuação do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA).

Texto : Sylvio Netto @eusylvio

Fotos: Aldo Araújo

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