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Bolsa brasileira cai 13,88% após reeleição de Lula e dólar dispara

Reação do mercado à reeleição presidencial provocou a maior queda diária do principal índice da Bolsa brasileira desde março de 2020.

O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de forte turbulência nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou em queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, segundo dados divulgados pela B3.

A desvalorização foi a maior registrada em um único pregão desde março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de Covid-19. Durante a manhã, a Bolsa acionou o mecanismo conhecido como circuit breaker, que suspende temporariamente as negociações diante de quedas acentuadas. A interrupção ocorreu após o índice atingir o limite de baixa de 10% em relação ao fechamento anterior.

O dólar comercial também apresentou forte valorização. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,403, com alta de 8,21%, segundo informações divulgadas pelo mercado financeiro.

Expectativas dos investidores influenciaram o resultado

A reação negativa ocorreu em meio à revisão das expectativas de investidores que vinham apostando em uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Com a confirmação da reeleição de Lula, parte do mercado passou a reavaliar suas posições em ativos brasileiros.

Entre as principais preocupações estão a trajetória das contas públicas, o controle da dívida, os gastos do governo e as perspectivas para os juros. A avaliação sobre a condução da política econômica nos próximos anos deverá influenciar o comportamento dos mercados.

Varejo e construção estiveram entre os setores mais afetados

As perdas atingiram diversas empresas, especialmente aquelas mais sensíveis às taxas de juros e às condições de crédito. Ações do varejo, da construção civil e de outros segmentos ligados ao consumo registraram quedas expressivas.

Juros elevados podem encarecer financiamentos, aumentar o custo das dívidas empresariais e reduzir o consumo das famílias, fatores que afetam as perspectivas de lucro de diferentes companhias.

Mercado acompanha próximos passos do governo

O comportamento da Bolsa nos próximos pregões dependerá de diferentes fatores, entre eles as sinalizações da equipe econômica, as medidas relacionadas ao equilíbrio fiscal e as condições do cenário internacional.

Apesar da forte queda, analistas ressaltam que movimentos de curto prazo não determinam, isoladamente, o desempenho futuro das empresas ou da economia brasileira. A volatilidade também exige cautela dos investidores diante de decisões tomadas em momentos de maior incerteza.

A sessão desta segunda-feira marcou uma das reações mais intensas do mercado financeiro brasileiro a um resultado eleitoral nos últimos anos.

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