
No último domingo (9), a cidade de Mariana foi palco da 8ª Romaria das Águas e da Terra da Bacia do Rio Doce, evento que reuniu cerca de quatro mil romeiros e marcou os dez anos do rompimento da Barragem do Fundão, ocorrido no distrito de Bento Rodrigues, em 5 de novembro de 2015.
A caminhada teve início na Praça dos Ferroviários e seguiu até a histórica Praça Minas Gerais, onde foi celebrada uma missa. Ao longo do percurso, os peregrinos refletiram sobre os três eixos temáticos do encontro, memória, justiça e esperança, entoando cânticos e ouvindo discursos de representantes das comunidades atingidas e autoridades religiosas e civis sobre a importância da luta ecológica e da reparação integral dos danos.
A cerimônia também foi um momento de reverência e solidariedade. Além de homenagear as vítimas do desastre ambiental, a vigília prestou tributo aos arcebispos de Mariana, Dom Luciano Mendes e Dom Geraldo Lyrio Rocha, reconhecidos por suas trajetórias de defesa da vida, da fé e da justiça social.
Integrando as atividades do Ano Jubilar, a romaria dialogou com o tema da Campanha da Fraternidade 2025, “Fraternidade e Ecologia Integral”, reforçando o chamado da Igreja para o cuidado com a Casa Comum e a preservação dos recursos naturais. O evento reuniu diversas dioceses que compõem a extensão da Bacia do Rio Doce, unindo fé, reflexão e compromisso ambiental.
Tradicionalmente itinerante, a Romaria das Águas e da Terra acontece a cada ano em uma diocese diferente da bacia. Embora costume ocorrer no primeiro fim de semana de julho, em 2025 a celebração foi excepcionalmente realizada em novembro, em memória aos dez anos da tragédia que marcou a história de Mariana e de todo o país.
A organização do evento ficou a cargo da Comissão de Meio Ambiente da Província Eclesiástica de Mariana, com apoio da Prefeitura Municipal de Mariana e de diversas pastorais e movimentos sociais.
















