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Morre chimpanzé Kelly no Zoológico de Belo Horizonte; prefeito fará pronunciamento após segunda morte de animal em dois dias

A chimpanzé Kelly morreu no Zoológico de Belo Horizonte, conforme confirmou a Prefeitura da capital mineira na tarde desta quarta-feira (12/11). A informação, divulgada pelo jornal O Tempo, surge poucas horas após o Executivo anunciar o falecimento da leoa-branca Pretória, que morreu nessa terça-feira (11/11) após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante um procedimento de anestesia.

Com a segunda morte registrada em dois dias, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) esclareceu as circunstâncias dos óbitos. A chimpanzé tinha 27 anos e morreu em decorrência de complicações de saúde. Segundo o prefeito, conforme divulgado por O Tempo, o animal não resistiu durante o transporte para a realização de um procedimento fora do Zoológico de Belo Horizonte. Kelly foi sedada e sofreu uma parada cardiorrespiratória.

A chimpanzé havia chegado à capital mineira há cerca de 40 dias, vinda de Sorocaba (SP), já apresentando uma enfermidade no útero. Desde sua chegada, permanecia sob observação e tratamento veterinário, sem ter sido ainda apresentada ao público.

A Prefeitura de Belo Horizonte também havia confirmado que a leoa Pretória chegou ao Zoológico em 15 de outubro, acompanhada do macho Mafu, ambos com 14 anos. Os animais foram transferidos do Parque Beto Carrero, em Santa Catarina, após a decisão do parque de descontinuar a permanência de grandes felinos.

Em nota, a PBH lamentou a morte da leoa e informou que ela apresentou parada cardiorrespiratória durante o procedimento de tratamento de canal. Segundo a administração, Pretória possuía uma fratura coronal nos dentes caninos inferiores, com exposição e possível necrose da polpa dentária, lesão que teria ocorrido ainda em seu antigo habitat.

“Foi então agendado procedimento nesta terça-feira para tratamento de canal e realização dos exames gerais de quarentena, visando ao bem-estar do animal. Durante a indução anestésica, a leoa apresentou um quadro de parada cardiorrespiratória. Todas as medidas indicadas de ressuscitação foram executadas pela equipe, mas sem sucesso”, explicou a prefeitura.

O Executivo destacou que todo o procedimento foi conduzido por médicos-veterinários do Zoológico de Belo Horizonte, com ampla experiência, e que a necrópsia foi realizada pelo Setor de Patologia da Escola de Veterinária da UFMG, responsável por determinar a causa exata da morte.

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