Sindicato de servidores da Polícia Civil de MG denuncia falta de segurança, estrutura precária, baixos salários e sobrecarga de trabalho

O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol/MG) denunciou nesta quarta-feira (12) a falta de segurança, a precariedade estrutural, os baixos salários e a sobrecarga de trabalho enfrentados pelos servidores da Polícia Civil. A manifestação ocorre após o desaparecimento de mais de 200 armas de fogo da Delegacia Regional do Barreiro, em Belo Horizonte, e a prisão de uma servidora administrativa suspeita de envolvimento no crime.
O sindicato ressaltou que a mulher presa não é policial civil, e reiterou seu compromisso com a ética, a legalidade e o respeito à sociedade. “Qualquer ato de desvio, corrupção ou conduta criminosa dentro da Polícia Civil deve ser rigorosamente apurado e punido conforme a lei”, afirmou a entidade.
Apesar disso, o Sindpol enfatizou que o caso é reflexo direto do abandono e do sucateamento da Polícia Civil de Minas Gerais pelo governo estadual. Segundo o sindicato, desde a aprovação da Lei 13.964/2019, o chamado Pacote Anticrime, o Estado deveria ter criado Centrais de Custódia de Provas e Armamentos, locais destinados ao armazenamento seguro de armas, drogas e outros materiais apreendidos.
“Passados mais de cinco anos, o governo de Minas ainda não implementou a central de custódia, expondo as delegacias a sérios riscos e criando brechas para irregularidades e crimes”, destacou o comunicado.
De acordo com o Sindpol, em várias unidades policiais, materiais apreendidos, como armas, drogas e dinheiro, continuam sendo guardados em espaços improvisados, sem controle eletrônico, sem vigilância adequada e, muitas vezes, sob a responsabilidade de servidores sobrecarregados e mal remunerados.
A entidade sindical afirma que há anos denuncia o cenário de falta de estrutura e valorização na Polícia Civil. “Não há justificativa para o desvio de conduta, mas é impossível ignorar o contexto em que ele ocorre. A ausência de investimento e a omissão do governo criam terreno fértil para falhas graves e episódios lamentáveis como este”, declarou.
O Sindpol cobra do governador Romeu Zema (Novo) uma reestruturação imediata da corporação, com a criação urgente da Central de Custódia de Provas, recomposição salarial da categoria e melhores condições de trabalho em todas as delegacias do Estado.
“Sem valorização, investimento e estrutura, casos como este continuarão se repetindo, e quem perde é a sociedade mineira”, concluiu o sindicato, reafirmando total apoio às investigações conduzidas pela própria Polícia Civil.
















