Instituto Arjon e Prefeitura de Ouro Preto inauguram o Trevo do Maracujá, na BR-356; Parceria público-privada entrega obra em tempo recorde

Foi inaugurada na manhã deste sábado (13) uma obra aguardada como um “presente de Natal” para a região: o Trevo do Maracujá, na BR-356. Executada em tempo recorde de 166 dias (aproximadamente 5 meses e 20 dias) pela empresa Altto Engenharia, a iniciativa partiu do Instituto Arjon, que financiou o projeto em parceria com a Prefeitura de Ouro Preto. O objetivo principal é melhorar a mobilidade e, sobretudo, a segurança viária em um ponto crítico da rodovia.
A obra é mais um fruto do investimento social do empresário João Paulo Cavalcanti, fundador do Instituto Arjon, que tem promovido diversas melhorias nos distritos de Maracujá e áreas adjacentes, beneficiando também a população de Itabirito. O vereador e repórter Anderson do Sou Notícia (PL) acompanhou a inauguração e conversou com as autoridades presentes.
“Não há valor financeiro que seja suficiente para medir o valor de uma vida”, declarou João Guilherme Porto, presidente do Instituto Arjon. Ele destacou que o trevo foi construído em memória das vidas perdidas em acidentes no local e com a missão clara de preservar outras. Porto também revelou um detalhe estratégico da obra: “A gente já entrega um trevo completamente preparado para a duplicação da BR-356. É só a comunicação [via duplicada] chegar e encaixar no trevo que ele está prontinho”, explicou, demonstrando que a iniciativa privada buscou antecipar-se a um projeto público há muito aguardado.
A rapidez na execução foi amplamente elogiada. Vantuir Silva (Avante), presidente da Câmara Municipal de Ouro Preto, afirmou que a obra é um recado. “A iniciativa privada está dando um recado para o poder público, que é muito burocrático. Se não fosse ela, não teria acontecido uma obra tão importante”, disse. Ele reforçou que o trevo deixa a região pronta e em melhores condições para quando a duplicação da rodovia, uma demanda antiga, sair do papel.
A deputada federal Greyce Elias (Avante) celebrou a parceria que viabilizou a obra. “É a porta para o desenvolvimento. Nós somos uma cidade com patrimônio cultural, uma cidade turística… e infraestrutura é desenvolvimento”, afirmou. Ela reforçou seu compromisso em buscar mais recursos para a região, prometendo “mais boas notícias como presente de Natal”.
Durante a inauguração do Trevo do Maracujá, na BR-356, Orlando Caldeira, ex-prefeito de Itabirito e atual Chefe de Gabinete, reforçou a importância da integração entre os municípios para assegurar a duplicação da BR-356. Em entrevista ao repórter e vereador Anderson do Sou Notícia (PL), Orlando fez um apelo à mobilização regional.
O ex-prefeito destacou que a obra do trevo, financiada pelo Instituto Arjon, é uma antecipação de um projeto maior e há muito esperado: a duplicação da rodovia de Alphaville até Mariana, que deve se estender como uma terceira faixa após o município histórico.
“Nós acreditamos muito, né? Vamos trabalhar junto com Itabirito e Ouro Preto pra que a gente acompanhe essa obra de duplicação”, afirmou. “Aqui o Instituto Arjon deu esse presente pra nós antecipado, que é esse trevo que salva vidas. Nós que já perdemos amigos aqui, de Itabirito e da comunidade de Maracujá”.
Orlando Caldeira ressaltou a necessidade de união entre Itabirito, Ouro Preto e Mariana para pressionar e garantir que a duplicação prossiga. Ele alertou para os riscos de descontinuidade administrativa, especialmente em um ano eleitoral: “Porque se não ficar de cima, vamos ter mudança do governo no ano que vem, e ela tem que dar sequência”.
O prefeito Angelo Oswaldo (PV) fez um discurso contundente, ligando a obra a um novo modelo de mineração. Ele elogiou João Paulo Cavalcanti como um “empresário cidadão” que veio para revolucionar a história da mineração no Brasil. “Ele sabe que está inserido em um território e, se extrai alguma coisa, tem que repor. E o que ele repõe? Qualidade de vida”, afirmou Oswaldo.
O prefeito também conectou a obra à urgente necessidade de segurança na rodovia, lembrando de acidentes fatais, e à lógica de reparação que deve guiar o setor mineral. “O minério de ferro está nos deixando o barro. O que vamos fazer com o barro? Temos que ter instrumentos efetivos para o desenvolvimento, inclusive para o pós-mineração”, argumentou, defendendo que as mineradoras participem ativamente da construção do futuro das cidades que as abrigam.
A obra do Trevo do Maracujá se consolida, portanto, como um símbolo de uma nova forma de parceria entre iniciativa privada, poder público e comunidade, com foco em segurança, agilidade e planejamento de longo prazo para toda a Região dos Inconfidentes.
Confira as entrevistas na íntegra:
















