iPhone de R$ 22 mil: quando o celular começa a custar mais que o carro

A Apple resolveu levar o conceito de “celular premium” a um novo nível. Na apresentação anual da empresa, o grande destaque foi o iPhone Duo, primeiro modelo dobrável da marca. O problema é que, para ter um desses no bolso, o consumidor brasileiro vai precisar de algo mais do que vontade: vai precisar de dinheiro. Muito dinheiro.
O aparelho parte de US$ 1.999 e pode chegar ao Brasil por aproximadamente R$ 21.999. Sim, quase R$ 22 mil em um telefone.
É aquele momento em que você olha para o celular e começa a pensar: “Será que ele também lava roupa, paga o IPVA e faz o almoço?”
Por esse preço, o iPhone deixa de ser simplesmente um smartphone e passa a ocupar uma categoria quase imobiliária. Dependendo da região, R$ 22 mil já representa entrada de carro usado, vários meses de aluguel ou uma boa reforma dentro de casa.
E o detalhe mais curioso do consumismo tecnológico é que os R$ 21.999 provavelmente são apenas o começo.
Tem capinha, carregador, acessórios e, dependendo do consumidor, seguro para proteger um aparelho que custa mais do que muitos carros populares usados.
A chegada do modelo dobrável também coloca a Apple em uma disputa cada vez mais acirrada pelo mercado de celulares de alto padrão. A diferença é que, desta vez, o preço pode fazer muita gente pensar duas vezes antes de trocar o aparelho atual.
A pergunta que fica é simples: você pagaria quase R$ 22 mil em um celular dobrável ou preferiria colocar esse dinheiro em um carro, uma viagem, uma reforma ou simplesmente deixar a conta bancária respirar?
















