
Uma manifestação registrada na manhã desta terça-feira (10) provocou a interdição de uma rodovia na região conhecida como “Vamos Vamos”, no sentido Gogo, em Mariana. O protesto gerou congestionamentos e impactou a rotina de trabalhadores, estudantes e moradores que dependem da via para se deslocar pela cidade.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Espeto, o ato estaria relacionado à demolição de casas e barracos construídos em área pública considerada de risco. Moradores da região teriam se mobilizado após ações recentes do poder público voltadas à retirada de ocupações irregulares em locais com possibilidade de erosão, deslizamentos ou sujeitos a inundações.
Pela legislação brasileira, a ocupação de áreas públicas é proibida e não há possibilidade de usucapião nesses espaços. Além disso, quando se trata de locais classificados como área de risco — como encostas instáveis, barrancos com erosões ou terrenos de brejo — cabe ao poder público adotar medidas para retirar moradores e impedir construções, sob pena de responsabilização em caso de acidentes.
Especialistas apontam que, se houver desabamentos ou tragédias em áreas ocupadas irregularmente, autoridades e órgãos responsáveis podem responder por omissão caso não tenham tomado providências preventivas.
Uma situação semelhante ocorreu recentemente na cidade, quando a Prefeitura de Mariana realizou a demolição de construções irregulares na região do bairro São Cristóvão, também em área pública considerada de risco. A ação teria contribuído para o clima de tensão que motivou a manifestação desta terça-feira.
Com a interrupção da rodovia, diversos trabalhadores ficaram retidos em pontos de ônibus e motoristas enfrentaram longas filas de veículos. Crianças que seguiam para a escola em vans também foram afetadas, e muitos pais precisaram permanecer em casa por não conseguirem garantir o transporte dos filhos.
O protesto provocou reflexos em diferentes pontos de Mariana, com relatos de pessoas que não conseguiram chegar ao trabalho devido ao bloqueio da via e ao congestionamento generalizado no trânsito da cidade.
Vídeo: reprodução/Deyvson Ribeiro

















