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Delegada e advogado são presos por uso irregular de viatura da Polícia Civil em Belo Horizonte

Um advogado de 37 anos e sua esposa, uma delegada de 38 anos da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), foram presos nessa terça-feira (10) em Belo Horizonte por uso irregular de uma viatura descaracterizada da corporação. Os dois obtiveram liberdade provisória nesta quarta-feira (11), após decisão judicial que determinou o pagamento de fiança e a adoção de medidas cautelares.

A decisão da juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto fixou fiança de três salários mínimos e meio para cada um, totalizando R$ 5.673,50 por autuado. Além disso, foram impostas medidas cautelares previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal.

Entre as determinações, o advogado Renan Rachid Silva Vieira e a delegada Wanessa Santana Martins Vieira não poderão se ausentar das comarcas de Belo Horizonte e Lagoa Santa por mais de 30 dias sem autorização judicial. Eles também deverão manter os endereços atualizados e comparecer a todos os atos do inquérito e de eventual ação penal que venha a ser instaurada.

O advogado foi preso enquanto dirigia a viatura na pista exclusiva para transporte público e veículos oficiais da avenida Antônio Carlos, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.

De acordo com informações do boletim de ocorrência da Polícia Civil, a investigação teve início após denúncias anônimas registradas em fevereiro deste ano, incluindo uma manifestação encaminhada à Ouvidoria do Estado de Minas Gerais. Os relatos apontavam que o advogado estaria utilizando uma viatura da corporação para se deslocar ao trabalho.

Durante as diligências, policiais civis montaram uma blitz na pista exclusiva da avenida Antônio Carlos e abordaram um veículo com as características mencionadas nas denúncias.

No momento da abordagem, o motorista se identificou como advogado e apresentou a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Após verificação, os policiais confirmaram que o automóvel pertencia à frota oficial da Polícia Civil de Minas Gerais e que o condutor não era servidor público.

Além do episódio envolvendo a viatura, Renan figura como autor em ao menos sete ocorrências policiais registradas entre 2019 e 2026. Os registros mencionam crimes como estelionato, ameaça, agiotagem e intimidação de vítimas. Em um dos casos, ocorrido em 2019, uma pessoa afirmou ter sido ameaçada por um funcionário do advogado após um desentendimento comercial. Na ocasião, Renan teria se apresentado como policial civil e utilizado uma carteira funcional falsa para intimidar envolvidos.

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