Conta de luz da Cemig fica mais cara após reajuste aprovado pela Aneel

A tarifa de energia elétrica dos clientes da Cemig ficará mais cara a partir desta quarta-feira (28), após reajuste aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica durante reunião deliberativa realizada nesta terça-feira (26).
O reajuste médio aprovado foi de 6,50% para os consumidores mineiros. Para os clientes residenciais da classe B1, o aumento será de 5,21%. Já os consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, terão reajuste médio de 9,43%.
Segundo a Aneel, o aumento foi impactado principalmente pelos custos de transmissão e compra de energia elétrica, além de encargos setoriais e componentes financeiros do ciclo tarifário atual e anterior.
A Cemig informou que atende cerca de 9,8 milhões de unidades consumidoras em Minas Gerais.
De acordo com a distribuidora, os consumidores perceberão o reajuste gradualmente nas primeiras faturas emitidas após a mudança tarifária. Isso ocorre porque parte do consumo poderá ser calculada pela tarifa antiga e outra parte já com o novo valor.
O gerente de Regulação de Distribuição da companhia, Giordano Bruno Braz de Pinho Matos, explicou que a aplicação dependerá da data de leitura de cada unidade consumidora.
A Aneel informou ainda que cidades mineiras localizadas na área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) terão impacto reduzido no reajuste.
Nesses municípios, o aumento médio para consumidores de baixa tensão ficará em 4,51%, devido à antecipação de recursos previstos na Lei nº 15.235/2025, criada para amenizar os efeitos tarifários nessas regiões.
Segundo a proposta tarifária aprovada pela Aneel, apenas 27,5% do valor pago pelos consumidores permanecem com a distribuidora para custear operação, manutenção e investimentos no sistema elétrico.
O restante do valor é destinado a outros custos do setor, sendo:
- compra de energia: 23%;
- tributos federais e estaduais: 21%;
- encargos setoriais: 18%;
- transmissão de energia: 10%;
- receitas irrecuperáveis: 0,5%.
A companhia destacou ainda que impostos como ICMS, PIS, Cofins e taxa de iluminação pública são integralmente repassados aos governos e prefeituras.















