Desconhecimento ainda domina corrida ao Governo de Minas e 86% dos eleitores não citam nenhum candidato espontaneamente

Apesar de a corrida pelo Governo de Minas Gerais já contar com nomes colocados nas pesquisas de intenção de voto, a maioria do eleitorado ainda não tem um candidato em mente. É o que revela a pesquisa Genial/Quaest, que mostra que 86% dos mineiros não conseguiram citar espontaneamente um nome para o Palácio Tiradentes, evidenciando que a disputa ainda está distante da atenção da maior parte dos eleitores.
Na pesquisa espontânea, o entrevistado responde em quem pretende votar sem receber uma lista de candidatos. Nesse cenário, apenas 7% mencionaram o senador Cleitinho Azevedo, 3% citaram o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco e 2% lembraram do governador Mateus Simões. Os demais nomes não alcançaram percentuais relevantes. O resultado contrasta com os cenários estimulados, nos quais os entrevistados recebem uma relação de pré-candidatos e conseguem manifestar preferência entre eles.
O levantamento indica que a eleição mineira ainda está em uma fase de baixa consolidação. Mesmo candidatos que aparecem competitivos quando seus nomes são apresentados ainda enfrentam dificuldades para serem lembrados espontaneamente pelo eleitor.
Quem são os principais nomes e o nível de desconhecimento
A própria Genial/Quaest também mediu o grau de conhecimento da população sobre os principais pré-candidatos ao governo estadual. Os dados mostram diferenças significativas entre nomes mais conhecidos e aqueles que ainda precisam ampliar sua exposição pública.
Cleitinho Azevedo (Republicanos) é o pré-candidato mais conhecido do grupo, mas ainda assim 34% dos eleitores afirmam não conhecê-lo. Senador da República e ex-prefeito de Divinópolis, construiu sua trajetória política com forte presença nas redes sociais e discurso voltado ao eleitorado conservador. É o nome que lidera os cenários estimulados da pesquisa.
Alexandre Kalil (PDT) registra 31% de desconhecimento, o menor índice entre os principais concorrentes. Ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-presidente do Atlético Mineiro, tornou-se conhecido nacionalmente durante a pandemia e permanece como um dos políticos de maior notoriedade no estado.
Patrus Ananias (PT) é desconhecido por 36% dos entrevistados. Ex-prefeito de Belo Horizonte, ex-ministro do Desenvolvimento Social nos governos Lula e Dilma e atual deputado federal, tem uma longa trajetória política, mas concentra maior reconhecimento entre eleitores mais antigos e no eleitorado petista.
Mateus Simões (PSD) é desconhecido por 58% dos mineiros. Atual governador de Minas Gerais, assumiu o comando do Estado após a saída de Romeu Zema para disputar a Presidência da República. Apesar de ocupar hoje o principal cargo do Executivo estadual, sua exposição pública ainda é recente, o que ajuda a explicar o elevado índice de desconhecimento.
Gabriel Azevedo (MDB) aparece com 68% de desconhecimento. Ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, construiu sua carreira na política da capital, mas ainda possui baixa projeção junto ao eleitorado do interior, onde está a maior parte dos votantes mineiros.
Flávio Roscoe (PL) é desconhecido por 75% dos entrevistados. Ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), tem trajetória ligada ao setor empresarial e começou a ganhar maior visibilidade política apenas recentemente, como possível representante do PL na disputa estadual.
Campanha ainda deve ampliar conhecimento
Os números reforçam que a disputa pelo Governo de Minas ainda passa por uma fase de definição. Embora alguns pré-candidatos já liderem os cenários estimulados, o elevado percentual de eleitores que não consegue citar espontaneamente um nome indica que a campanha eleitoral ainda terá papel decisivo para ampliar o conhecimento sobre os candidatos e consolidar preferências.
Historicamente, esse quadro tende a mudar à medida que a propaganda eleitoral, os debates e a cobertura da campanha aumentam a exposição dos concorrentes. Até lá, o principal adversário de boa parte dos pré-candidatos continua sendo o desconhecimento do eleitor.

















