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Romeu Zema deixará o governo de Minas em março para disputar a Presidência da República

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), deixará o cargo no próximo 22 de março para se dedicar integralmente à disputa pela Presidência da República. A saída ocorrerá cerca de duas semanas antes do prazo final de desincompatibilização previsto pela legislação eleitoral, que se encerra em 4 de abril para candidatos a cargos do Executivo.

Com a renúncia, o vice-governador Mateus Simões (PSD) assumirá o comando do Estado. A equipe de Zema prepara um evento oficial para a transmissão do cargo. Simões é o nome apoiado pelo atual governador para a sucessão ao Palácio Tiradentes nas eleições de outubro.

Fora do governo, Zema pretende intensificar viagens pelo país com o objetivo de ampliar sua projeção nacional e consolidar sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, lançada em 16 de agosto de 2025, durante um evento do Partido Novo, em São Paulo.

Apesar de ser citado nos bastidores como possível vice em uma chapa da direita, Zema tem negado qualquer composição nesse sentido. Na segunda-feira (12), o governador rejeitou publicamente a hipótese de integrar como vice uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.

A especulação ganhou força após o senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmar, em entrevista, que Zema seria o nome ideal para ocupar a vice-presidência em uma chapa bolsonarista, destacando sua experiência administrativa e desempenho eleitoral no Sudeste.

Tanto Romeu Zema quanto Flávio Bolsonaro negaram a articulação. O senador afirmou que o governador mineiro possui um projeto próprio e que não houve convite ou negociação entre as partes.

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