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Carros usados ficam até 20% mais baratos com avanço das marcas chinesas

O mercado de veículos seminovos começou 2026 em forte movimento de queda nos preços. Dados da Auto Avaliar mostram que os valores efetivamente negociados entre lojistas para carros com até três anos de uso recuaram 9,3% entre janeiro e junho, uma desvalorização quase quatro vezes maior do que a apontada pela Tabela Fipe, que caiu 2,4% no mesmo período.

A diferença entre os preços praticados nas negociações e os valores de referência da Fipe indica que o mercado está ajustando rapidamente os preços diante do aumento da oferta de veículos novos, especialmente os modelos de fabricantes chinesas.

Modelos registram perdas superiores a 20%

Alguns dos automóveis mais vendidos do país aparecem entre os que mais perderam valor no primeiro semestre.

Os maiores recuos foram registrados por:

  • Toyota Corolla 2025: queda de 21,2%;
  • Volkswagen T-Cross 2025: recuo de 20,9%;
  • Honda HR-V 2025: desvalorização de 20%.

Também figuram entre os modelos com maior perda de valor o Volkswagen Nivus, além dos Toyota Corolla Cross, Yaris e SW4.

Chineses ganham espaço

Enquanto os seminovos tradicionais ficam mais baratos, o interesse dos consumidores por veículos de marcas chinesas segue em forte expansão.

Levantamento da Data OLX Autos aponta que as buscas por automóveis de fabricantes chinesas cresceram 124% entre janeiro e julho de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025.

O avanço de montadoras como BYD, GWM e outras marcas que ampliaram sua presença no Brasil tem aumentado a concorrência no mercado, oferecendo modelos com maior nível de equipamentos e preços competitivos.

Mercado em transformação

Especialistas avaliam que a chegada de novos modelos chineses tem acelerado a desvalorização dos veículos usados, obrigando lojistas a reduzirem os preços para manter a competitividade. Ao mesmo tempo, consumidores encontram um cenário mais favorável para comprar seminovos, enquanto proprietários de alguns modelos enfrentam perdas maiores no valor de revenda.

A tendência é que a pressão sobre os preços continue nos próximos meses, à medida que novas marcas e modelos ampliem sua participação no mercado brasileiro e aumentem a concorrência no segmento automotivo.

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