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Sem ChatGPT para alunos de Nova York

A cidade de Nova York anunciou uma das políticas mais rígidas dos Estados Unidos sobre o uso de inteligência artificial nas escolas públicas. A partir da próxima semana, estudantes da educação infantil até o 8º ano não poderão utilizar ferramentas de IA, como o ChatGPT, durante as atividades escolares.

A medida atinge cerca de 600 mil alunos, o equivalente a aproximadamente dois terços da rede municipal de ensino, a maior dos Estados Unidos, com cerca de 900 mil matrículas.

Como funcionarão as novas regras

As restrições variam conforme a faixa etária dos estudantes:

  • Até o 2º ano: uso individual de telas será totalmente proibido durante as atividades escolares.
  • Do 3º ao 8º ano: dispositivos digitais poderão ser utilizados, mas dentro de limites diários de tempo estabelecidos pela escola.
  • Todas as séries: ficam proibidos chatbots de inteligência artificial que simulam companhia ou relacionamento com os usuários.

Segundo a prefeitura, o objetivo é reduzir a exposição excessiva à tecnologia e avaliar como a inteligência artificial pode afetar o aprendizado, o desenvolvimento cognitivo e a interação social dos estudantes.

Decisão pode influenciar outras redes

A importância da medida vai além de Nova York. Por administrar a maior rede pública de ensino dos Estados Unidos, as decisões da cidade costumam servir de referência para sistemas educacionais em outros estados e até em outros países.

Especialistas acreditam que o novo modelo será acompanhado de perto por gestores públicos e pesquisadores interessados em entender os impactos da inteligência artificial na educação básica.

Período de testes

A política terá validade inicial de um ano. Durante esse período, a administração municipal afirma que irá monitorar os efeitos da restrição e produzir estudos para definir como a tecnologia poderá ser utilizada futuramente nas escolas.

Um grupo de trabalho será responsável por elaborar um relatório com recomendações para uma política permanente de inteligência artificial na rede de ensino.

A iniciativa segue a mesma linha da proibição do uso de celulares em sala de aula, adotada pela cidade no ano letivo anterior, reforçando a estratégia de limitar o uso de tecnologias digitais entre os estudantes mais jovens enquanto seus impactos são avaliados.

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