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Neonazista condenado por tentativa de homicídio é preso em clínica de reabilitação em Itabirito

O neonazista Antônio Donato Baudson Peret foi preso novamente nesta sexta-feira (13) em uma clínica de reabilitação localizada em Itabirito. Ele era considerado foragido da Justiça desde junho de 2025, quando foi condenado a 16 anos de prisão por tentativa de homicídio contra integrantes do movimento punk.

O mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil de Itabirito se refere à condenação em segunda instância relacionada a um ataque ocorrido em 2010, quando Peret e outros integrantes de um grupo de skinheads agrediram brutalmente pessoas que se identificavam como punks.

Segundo o delegado Murillo Ribeiro de Lima, responsável pelo caso, a decisão judicial confirma a gravidade das agressões cometidas pelo grupo.

“Esse mandado de prisão que foi cumprido hoje é uma condenação em segunda instância por conta de um homicídio qualificado tentado, que ele e um grupo de skinheads praticaram contra pessoas que se intitulavam ‘punks’ em 2010”, explicou o delegado.

Na sentença proferida no ano passado, a Justiça destacou que Peret apresenta “péssimo comportamento social” e mantém uma “mentalidade preconceituosa e violenta”. As investigações apontaram que as vítimas foram submetidas a espancamentos brutais durante o ataque.

Ainda segundo a Polícia Civil, o homem possui um histórico extenso de crimes semelhantes.

“Esse indivíduo possui uma série de registros análogos, como intolerância racial, misoginia e conteúdo nazista. Ele possui várias condenações nesse sentido”, afirmou Murillo Ribeiro de Lima.

O nome de Peret ganhou notoriedade nacional em 2013, quando ele foi preso em Americana, no interior de São Paulo, após divulgar nas redes sociais uma fotografia em que aparece enforcando um homem em situação de rua com uma corrente na Praça da Savassi, em Belo Horizonte.

Na ocasião, ele foi indiciado por racismo, divulgação do nazismo, formação de quadrilha e corrupção de menores. Durante as investigações, a polícia também identificou um perfil mantido por Peret nas redes sociais com publicações de conteúdo nazista.

Outros dois homens, Marcus Vinícius Cunha e João Matheus Vetter, também foram detidos à época sob a acusação de integrar o grupo de skinheads envolvidos em ataques violentos.

Em 2016, Peret chegou a ser condenado pela Justiça Federal a oito anos de prisão por apologia ao nazismo e corrupção de menores, mas recebeu o direito de recorrer em liberdade.

De acordo com o delegado Murillo Ribeiro de Lima, além desse caso, o investigado também acumulava registros de agressões contra casais homossexuais, ataques a integrantes do movimento punk e participação em brigas generalizadas.

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