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Cortejo causa comoção na despedida do piloto de helicóptero da polícia baleado na testa por fuzil

O Rio de Janeiro viveu um momento de forte emoção nesta terça-feira durante o cortejo fúnebre do piloto da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) Felipe Monteiro Marques, de 46 anos. O policial civil morreu no último domingo após mais de um ano de luta pela vida, depois de ser baleado durante uma operação na Vila Aliança, na Zona Oeste da capital fluminense, em março de 2025.

O corpo do agente deixou a sede do Serviço Aeropolicial (Saer), na Lagoa, Zona Sul do Rio, em um caminhão do Corpo de Bombeiros. O cortejo percorreu a orla de Ipanema e Leblon, passou pelo Aterro do Flamengo e seguiu pela Avenida Brasil até o Cemitério da Paciência, no Caju, Zona Norte, onde o policial será cremado.

Durante a homenagem, cinco helicópteros realizaram um sobrevoo sobre a orla carioca, enquanto viaturas de diferentes forças de segurança acompanharam o trajeto com sirenes ligadas, em um ato de reconhecimento à trajetória do policial.

Felipe Monteiro Marques atuava como copiloto de um helicóptero da Polícia Civil no momento em que foi atingido por um tiro de fuzil no pescoço durante a operação. O disparo provocou graves ferimentos, levando o policial a perder cerca de 40% do crânio.

Desde então, ele passou por diversas cirurgias e um longo processo de recuperação. Em dezembro do ano passado, recebeu alta do Hospital São Lucas, em Copacabana, seguindo para reabilitação. A rotina da luta pela recuperação foi acompanhada de perto nas redes sociais por sua esposa, Keidna Marques, que compartilhava atualizações sobre o estado de saúde do marido.

Nos últimos meses, no entanto, o quadro clínico voltou a se agravar devido a uma infecção, levando a novas internações. Desde abril, o estado de saúde do policial vinha piorando.

A despedida foi marcada por homenagens de colegas de farda, familiares e integrantes de diferentes forças de segurança do país. Em mensagens compartilhadas durante o velório, Felipe foi lembrado como símbolo de coragem, dedicação e compromisso com a proteção da sociedade.

Trechos bíblicos e palavras de despedida emocionaram os presentes, reforçando o reconhecimento ao policial que dedicou a vida à segurança pública. Entre as homenagens, foi citada a passagem de 2 Timóteo 4:7: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé”.

O cortejo reuniu agentes de diversas unidades e estados brasileiros, em uma demonstração de respeito ao legado deixado pelo comandante da Core.

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