Chimpanzé Serafim morre aos 38 anos no Zoológico de Belo Horizonte

O chimpanzé Serafim morreu nesta quinta-feira (17), aos 38 anos, após passar 26 anos no Zoológico de Belo Horizonte. A morte foi confirmada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), que prestou uma homenagem ao animal nas redes sociais.
Serafim estava sob acompanhamento da equipe médico-veterinária após ser diagnosticado com uma lesão cerebral. De acordo com a Prefeitura, o quadro de saúde se agravou e evoluiu para uma condição considerada irreversível.
Diante da situação, uma comissão técnica formada por especialistas da PBH e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) avaliou o caso e recomendou a realização de um procedimento para interromper o sofrimento do chimpanzé de forma humanitária.
Segundo a Prefeitura, o procedimento foi realizado nesta quinta-feira, de maneira tranquila e sob acompanhamento veterinário.
Serafim também enfrentava problemas de saúde crônicos. Em 2016, ele foi diagnosticado com diabetes e, desde então, passou a depender de insulina. O animal recebia acompanhamento diário de uma equipe especializada, responsável pelo monitoramento da glicose, administração de medicamentos e manutenção de uma alimentação personalizada.
Além do diabetes, Serafim tinha vasculopatia, uma alteração nos vasos sanguíneos associada à doença e que contribuía para o comprometimento de seu estado geral de saúde.
Nos últimos meses, os cuidados veterinários foram intensificados diante do agravamento de seu quadro clínico. O chimpanzé completaria 39 anos.
Serafim nasceu no Zoológico de Barcelona, na Espanha, e foi transferido para o Zoológico de Belo Horizonte em 28 de janeiro de 2000. Desde então, passou a fazer parte da história da instituição e recebeu acompanhamento contínuo das equipes responsáveis pelo seu bem-estar.
Ao comunicar a morte, a PBH agradeceu aos profissionais que cuidaram do animal ao longo dos anos.
“Nossa gratidão a todos os profissionais que cuidaram de Serafim e fizeram parte de sua história”, declarou a Prefeitura.
Após a morte, o corpo do chimpanzé será encaminhado ao Museu de Ciências Naturais da PUC Minas. O material será destinado a atividades de educação ambiental e ao incentivo à pesquisa científica.
















