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Advogado criminal Arlley Abelha comenta morte de jovem em parque de diversões em Itabirito e questiona protocolos de emergência

O advogado criminal Arlley Abelha comentou o acidente que resultou na morte da cantora Carolina Beatriz, de 21 anos, ocorrido na noite de sábado (11), no parque de diversões Minas Center Park, instalado na antiga área da Julifest, no Centro de Itabirito.

Arlley afirmou que estava na cidade no momento do acidente e presenciou a situação. Segundo ele, havia ido ao parque com crianças quando ocorreu o incidente. “Pouco tempo que nós chegamos lá, deparamos com um acidente que vitimou uma jovem de 21 anos”, relatou.

O advogado destacou dois pontos que, segundo ele, precisam ser esclarecidos após a tragédia. O primeiro, segundo Arlley, diz respeito à ausência de funcionários preparados para lidar com a emergência.

“Não havia naquele momento nenhum funcionário do parque para prestar os primeiros socorros. Ficou claro que não havia nenhum protocolo de emergência do parque em relação aos acidentes. Eles custaram entender o que estava acontecendo. Os brinquedos continuaram funcionando normalmente até entender a gravidade da situação”, afirmou.

Ainda de acordo com o advogado, também é necessário esclarecer o papel do poder público na fiscalização do funcionamento do parque.

“A prefeitura é responsável por esse parque? Ela autoriza esse parque? Se está no município, a prefeitura teria que fiscalizar e exigir do parque esse protocolo? A prefeitura precisa responder isso o mais rápido possível”, disse.

Outro ponto levantado por Arlley Abelha foi o tempo de resposta do atendimento de emergência. Segundo ele, houve demora no acionamento das equipes devido à exigência de um endereço exato.

“A burocracia do SAMU e da Polícia Militar exigiu o tempo todo um endereço exato. Quando olhei para o lado, várias pessoas no telefone perguntando o endereço do parque. Ou seja, outros atendentes também estavam exigindo essa informação”, relatou.

O advogado afirmou que, segundo sua percepção, a jovem permaneceu por um período considerável sem atendimento especializado.

“Mais de 20 minutos essa moça ficou caída, sem atendimento por parte do parque e sem atendimento por parte do bombeiro e do SAMU. Houve uma demora no atendimento”, disse.

Arlley também levantou um questionamento sobre a possibilidade de um atendimento mais rápido ter influenciado no desfecho.

“Será que se esse atendimento fosse mais rápido, não tivesse tanta burocracia, essa moça teria vivido? A gente não tem como responder a essa pergunta. Mas é preciso rever esses protocolos para que situações como essa não aconteçam”, concluiu.

Arlley é um advogado criminal com mais de 20 anos de atuação na área. Ele foi entrevistado no ano passado no programa Terça em Foco, do Sou Notícia.

A morte de Carolina Beatriz gerou grande comoção em Itabirito e região. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias do acidente e eventuais responsabilidades.

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