
O vereador Anderson do Sou Notícia (PL) criticou duramente a fala do vereador Renê Butekus (PSD) durante a reunião ordinária da Câmara Municipal de Itabirito realizada nesta segunda-feira (18). O pronunciamento ocorreu após Renê comentar sobre o arquivamento de denúncias relacionadas ao caso envolvendo um suposto favorecimento em atendimento na UPA Celso Matos Silva.
Durante seu discurso na tribuna, Renê afirmou que “o feitiço virou contra o feiticeiro” e declarou que “vem mais coisa por aí”, ao comentar decisões relacionadas às denúncias formalizadas contra ele. O parlamentar também afirmou que as denúncias feitas contra sua conduta teriam sido revertidas e que os denunciantes agora precisariam responder por denunciação caluniosa.
A fala provocou reação imediata de Anderson do Sou Notícia, que interpretou as declarações como uma ameaça direcionada ao paciente Júlio Cezar, responsável por acionar a Polícia Militar no dia do ocorrido, e também à secretária municipal de Saúde, Cleusa Claudino, ambos envolvidos nas denúncias apresentadas contra Renê.
Na tribuna, Anderson afirmou que o tom adotado pelo colega parlamentar foi inadequado e declarou que pretende procurar o Ministério Público para discutir o caso. Segundo ele, um cidadão não pode ser intimidado após formalizar uma denúncia.
“O senhor Júlio não pode ser ameaçado por exercer o direito de denunciar. Feitiço não virou contra o feiticeiro. Um cidadão de bem fez uma denúncia e agora está sendo exposto e pressionado publicamente”, afirmou Anderson durante seu pronunciamento.
O vereador também criticou o que classificou como “dois pesos e duas medidas” e ressaltou que o Legislativo tem o dever de investigar denúncias apresentadas à Casa de Leis. Anderson ainda defendeu respeito às instituições e às pessoas envolvidas no episódio.
O caso teve início após questionamentos sobre a ordem de atendimento na UPA de Itabirito. Na ocasião, surgiram denúncias relacionadas a possível favorecimento durante o atendimento médico, o que motivou registros e representações posteriores envolvendo o episódio.
Durante a reunião, Anderson também afirmou que teve acesso a documentos relacionados aos arquivamentos mencionados por Renê e argumentou que as decisões não significam inocência automática sobre a conduta discutida politicamente dentro da Câmara.

















