Advogado da família de Carolina Beatriz traz novas atualizações sobre processo criminal da tragédia no “minhocão” em Itabirito

O advogado da família de Carolina Beatriz, jovem que morreu após um acidente em um parque de diversões em Itabirito, trouxe novas atualizações sobre o andamento do processo criminal envolvendo a tragédia ocorrida no brinquedo conhecido como “minhocão”.
Segundo a defesa, o Ministério Público de Minas Gerais já ofereceu denúncia contra três pessoas ligadas ao funcionamento do parque: o proprietário do empreendimento, o operador do brinquedo e o engenheiro responsável pela montagem do equipamento.
Os três vão responder por homicídio doloso na modalidade dolo eventual, quando se assume o risco de provocar o resultado, com incidência da qualificadora de perigo comum. Ao todo, os denunciados responderão por quatro crimes: um homicídio consumado, referente à morte de Carolina Beatriz, e três tentativas de homicídio relacionadas às vítimas sobreviventes do acidente.
De acordo com o advogado, o Ministério Público individualizou a conduta de cada um dos denunciados e sustentou na denúncia que a tragédia poderia ter sido evitada. Ainda conforme a acusação, havia graves falhas estruturais no equipamento, ausência de manutenção adequada e problemas preexistentes que comprometiam a segurança dos usuários.
A defesa da família também informou que dois dos investigados chegaram a ficar presos preventivamente, mas as prisões foram revogadas pela Justiça. Com isso, os três acusados irão responder ao processo em liberdade.
Outro ponto destacado pelo advogado é que a família de Carolina foi habilitada no processo como assistente da acusação e acompanhará todos os atos processuais em busca da responsabilização dos envolvidos.
O caso ganhou grande repercussão após a morte da jovem cantora gospel Carolina Beatriz, de 21 anos, durante o funcionamento do parque Minas Center Park, instalado na antiga área da Julifest, na região central de Itabirito. Na noite de 11 de abril, uma peça do brinquedo se desprendeu, provocando a queda das vítimas.
Carolina chegou a ser socorrida e recebeu manobras de reanimação, mas não resistiu. O inquérito da Polícia Civil concluiu que o equipamento apresentava falha estrutural progressiva, preexistente e tecnicamente detectável, descartando a hipótese de acidente imprevisível.

















