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Debate da Globo é cancelado horas antes do início após desistência de Lula e decisões judiciais

O que começou com a ausência de Lula terminou com a desistência de Flávio Bolsonaro e mudanças judiciais nas regras do encontro

Debate da Globo é cancelado horas antes do início após desistência de Lula e decisões judiciais

O debate presidencial que seria realizado pela TV Globo na noite desta quinta-feira (1º), último confronto televisivo previsto antes do primeiro turno das eleições, foi cancelado poucas horas antes de entrar no ar. A decisão ocorreu depois de uma sequência de acontecimentos envolvendo a ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a desistência de Flávio Bolsonaro (PL) e decisões judiciais que modificaram as condições inicialmente estabelecidas pela emissora.

Lula já havia comunicado à Globo que não participaria do debate. O presidente e candidato à reeleição optou por conceder uma entrevista ao Flow Podcast no mesmo horário do programa. Em entrevista ao podcast, Lula voltou a criticar o modelo dos debates com vários candidatos e afirmou que prefere formatos que permitam discussões mais aprofundadas. (NC News)

A primeira mudança judicial ocorreu no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ministra Estela Aranha determinou que a Globo não poderia exibir no estúdio o púlpito reservado a Lula caso ele não comparecesse. A decisão também impediu que os demais candidatos direcionassem perguntas ao candidato ausente. (UOL Notícias)

A situação ganhou outro capítulo quando o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Renan Santos, candidato do Missão, fosse incluído no debate. A decisão contrariou entendimento anterior do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e uma decisão da ministra Cármen Lúcia. (UOL Notícias)

A discussão envolvendo Renan Santos estava relacionada às próprias regras registradas pela Globo para o debate. Segundo a decisão de Gilmar Mendes, o regulamento previa a possibilidade de substituição de candidatos em determinadas situações, considerando a posição em pesquisa eleitoral. Renan aparecia com 3% das intenções de voto na pesquisa Quaest de 28 de setembro, enquanto Romeu Zema tinha 1%. (UOL Notícias)

Até aquele momento, estavam confirmadas as presenças de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). Com as decisões judiciais, entretanto, as condições do encontro foram alteradas.

Pouco depois das decisões, Flávio Bolsonaro anunciou que não participaria mais do debate. Em publicação nas redes sociais, o candidato afirmou que sua decisão estava relacionada ao que classificou como “censura” imposta ao evento pelo TSE. A justificativa foi apresentada por Flávio, e não como conclusão da reportagem. (UOL Notícias)

Com Lula já fora do confronto e Flávio também desistindo, a Globo anunciou o cancelamento do debate. A emissora afirmou que recebeu decisões judiciais que alteraram regras previamente acordadas para o evento e que as mudanças provocaram insegurança jurídica sobre a realização do programa. (UOL Notícias)

O que estava previsto

O encontro seria o último debate presidencial antes do primeiro turno, marcado para domingo (4). A programação previa confronto entre os candidatos, com perguntas e respostas e participação dos presidenciáveis convidados pela emissora.

Com o cancelamento, o eleitor não teve o confronto televisivo que estava previsto para reunir os candidatos na reta final da primeira etapa da eleição.

Entidades do setor de comunicação também reagiram ao episódio. A Abert, a ANJ e a Aner divulgaram nota criticando as decisões judiciais que, segundo as entidades, modificaram condições previamente acertadas entre a emissora e os partidos. As organizações classificaram as medidas como uma interferência nas regras do debate e manifestaram solidariedade à Globo. (UOL Notícias)

O episódio terminou, portanto, com dois fatores diretamente ligados ao cancelamento: a ausência previamente anunciada de Lula e a desistência de Flávio Bolsonaro, somadas às decisões do TSE e do STF que modificaram aspectos do formato originalmente planejado pela Globo.

O resultado foi o cancelamento, poucas horas antes da transmissão, de um debate que estava programado para ser o último confronto presidencial na televisão antes da votação do primeiro turno.

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